 |
|
|
| |
|
|
| |
Te aprochega, puxa um banco e te acomoda,
Bem junto ao fogo que aquece este galpao,
Tira esta espora, solta o mango, entra na roda
E sorve uns goles deste amargo chimarrao.
Deixa teus desenganos atados junto á porta,
As mágoas para a noite no teu catre de pelegos.
Á vida é como a doma que submete e pouco importa,
Se dobra nossa espinha como quem fecha os dedos.
Desencilha o pingo e solta á sombra na mangueira,
Dá-lhe uma braçada de verde, um punhado de raçao,
Pois nao há melhor amigo nesta dura linda campeira,
Para quem para o sustento faz das tripas coraçao.
Pega tua faca e corta um pedaço deste assado
E acende um palheiro, depois de matar a fome
E tira um bom cochilo para entao, recuperando,
Voltar á linda do campo, que te gerou e consome. |
|
| |
|
|
| |
|
 |
| |
|
|
| |
Marião da Santa Helema |
|
| |
Marca18 |
|
|